quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Uma hora para escrever isso

Bom gente, O deserto foi muito bom... Ja estou no himalaia: Manali... indo pra Kaza amanha as 5 da manha nao consegui usar meu computador aqui e levei uma hora pra escrever isso no computador pre-historico que achei aqui... proximas noticias em um semana... pelo menos... se eu num ficar preso la nessa vila por causa da neve... um abraco

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Mais da índia...

Estou aqui quase indo pra minha viagem a Jaisalmer pra fazer um Safari de Camelo no deserto e de repente ouço um barulho se aproximando na rua... uma música estranha e tal... até sei que aqui hoje é o feriado de Durga Puja, uma deusa hindu, e que haveriam algumas festividades em alguns lugares da Índia, mas principalmente em Calcutá... Então acompanhem um pouco o que vi da sacada do apartamento... Nesse outro vídeo vocês podem ver a bandinha... e o marroquino xavecando a vietnamesa no outro apartamento da AIESEC do outro lado da rua... Vejam também esse cara que ficava assustando o pessoal... ele tinha uma espada de verdade, hahahaha! Achei muito legal e animado... Muito interessante... Eles ficam fantasiados representando deuses e seres do mau também... Andam em elefantes, camelos, carros alegóricos, cavalos, caminhões... tem de tudo... ao som de umas bandinhas... parece um carnaval de rua... mas não é muito tumultuado e o pessoal fica rezando, não fazendo zona... Ficaram mais de uma hora passando...
Outra coisa... O meu roomate holandês está trabalhando em uma escola num área de favela de Delhi. Ele dá aula de inglês lá... parece que está aproveitando muito. Ele estudou economia, formou e tirou um ano pra viajar e fazer esses tipos de trabalho... Dêem uma olhada num artigo que ele escreveu para a universidade dele, muito interessante! http://www.tilburguniversity.nl/univers/0809/10/vanvlerken.html Agora estou de saída... segunda-feira eu volto com novidades... me desejem sorte no deserto...

domingo, 5 de outubro de 2008

Índia turística!

Domingo passado acordamos às 5:30 da manhã para irmos visitar uma das novas sete maravilhas do mundo, o Taj Mahal. Fomos em 14 pessoas (vejam na foto abaixo) num micro-ônibus sem ar condicionado, pra economizar... gastamos 5 horas para percorrer os 200 km que separam Agra de Nova Delhi. Agra é uma cidade industrial e turística, combinação estranha que garante um tráfego intenso nas ruas da cidade. Na parte turística, os preços são altamente inflacionados, talvez pelo Taj Mahal ser o ponto mais visitado da Índia. Eu fui apenas mais um dentre os 3 milhões de turistas que visita o lugar por ano. O ônibus mal para e já é atacado por uma multidão de vendedores ambulantes pentelhos tentando vender qualquer coisa a preços que variam absurdamente... Não tem como evitar esses caras... incomodam até os mais pacientes! Vem também a leva de "guias" que dizem não cobrar nada mas querem te levar para um monte de lojas e pedem só "tips" (gorjeta)... Tem é que evitar esses caras... eu num dou um centavo! E ainda me ofereço para guiar eles por 1000 rúpias a hora... hahaha...Bom, vencida a multidão de pés no saco, conseguimos entrar no Agra Fort... É um forte construído há mais de 1000 anos atrás e remodelado há uns 500 anos... É bem grande mas, depois de visitar tantas construções parecidas, fica não muito interessante... Muito lega é uma parte onde tem um jardim no meio e em volta você pode ver várias portas, umas 30 (vejam na foto abaixo)... nessas portas ficavam as mulheres que faziam a alegria do pessoal na época... o imperador escolhia cada dia uma... que festa! Tem também 4 mesquitas dentro do forte, um reservatório de água bem grande e bonitos jardins... É interessante imaginar como deveria ser a vida naquela época, naquele local... muito bom pra quem mandava e para os outros nem tanto... Fomos almoçar e depois fomos para o Taj Mahal... Chegamos lá e tinha uma fila imensa para entrar, era domingo... acho que aos domingos é mais cheio... um cara tava pedindo 100 rúpias por pessoa para passar a gente por uma entrada lateral e falando que a fila estava demorando 2 horas. Aí tinha um indiano junto com a gente que se animou e começou a chamar o pessoal... Eu briguei com o cara na hora, comecei a xingar ele e mandar ele parar de ser corrupto! Ele achou ruim e falou que paga propina pra tudo mesmo e que na Índia só funciona assim... eu fiquei mais bravo ainda, me descontrolei e começei a dar sermão e lição de moral no cara... No fim só ele pagou e entrou antes... Entramos uns 20 minutos depois e encontramos ele com cara de concha lá... ele ficou assim até o fim da viagem. Espero que tenha parado pra pensar um pouco. Andamos um pouco e, após passa por um portal, lá estava ele... majestoso, o Taj Mahal...Realmente muito bonito e maior do que eu imaginava... depois da sessão de fotos, fui lá pra perto onde deitei no mármore aquecido pelo sol e tirei aquela soneca... hahaha! Depois fiquei lá um tempão... observando, admirando e pensando na vida...A história mais tradicional sobre o Taj Mahal é que ele foi construído como prova de amor pelo imperador da época... mas já descobertas recentes dizem que não foi bem assim e que a história não é tão romântica assim! Dizem que foi mais vaidade do próprio imperador do que amor pela mulher, o que também faz sentido... Independente do motivo, a construção é mesmo muito bonita... todo em mármore branco e com algumas pedras incrustadas... pelas fotos dá pra sentir um pouco do que é... um abraço!

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Vilas do distrito de Mandla

Finalmente depois de algum tempo fora... estou de volta à vida com internet... A viagem para as vilas foi bem legal: 17h de trem + 3h de jeep para a cidadezinha principal e mais algumas horas para ir para as vilas menores no entorno. Ao todo são umas 350 mil pessoas vivendo em todo o distrito distribuidos em mais de 1200 vilas, 80% da população está na zona rural. Não existem grandes fazendas, só pequenas propriedades com produção por métodos tradicionais. É uma região com muitas florestas e tem um parque muito importante: Kanha National Park. Existe também a coleta de vários produtos florestais não madeireiros como atividade em algumas épocas do ano. Ficamos num hotel bem bom na cidadezinha principal, que tem uns 50 mil habitantes. Todo dia íamos para algumas vilas perto onde de fato estão os projetos de campo. Abaixo tem uma foto de um dos escritórios em uma vila e eu trabalhando em outro escritório, em outra vila. De lá (primeira foto) eles organizam um CLC (Cluster Level Center, são dois ao todo nessa região), no qual centralizam os produtos vindos dos VLC (Village Level Center, são 12 para cada CLC) e vendem ou mandam para a unidade de processamento. O principal projeto que tem lá é uma espécie de cooperativa de produtores. A ONG organiza as mulheres para comercializarem seus produtos em conjunto para aumentar a escala e os preços conseguidos. Eles também desenvolveram uma unidade de processamento onde fazem extração de óleo, produção de farinha e descascam arroz. Tem um motor central a diesel que serve pra rodar as três máquinas que compõem a unidade. É muito boa a idéia mas achei os equipamentos muito mal cuidados. Vejam a foto ao lado do extrator de óleo e a secretária da "cooperativa"... O trabalho da ONG atinge uma 60 vilas aproximadamente, com aproximadamente 120 grupos de mulheres (WEG - woman enterprise group) envolvendo cerca de 1300 mulheres. Além disso a ONG desenvolve capacitações em desenvolvimento de negócios com as mulheres e oferece suporte de creche para elas deixarem as crianças enquanto trabalham... Abaixo tem uma foto do armazém onde os produtos são estocados durante algumas épocas do ano. O desafio nessas comunidades é bem grande porque os produtos são na maioria commodities agrícolas, o mercado é muito dinâmico e as margens de lucro são bem apertadas... Outro desafio enorme é ensinar qualquer coisa para esse povo... São na maioria tribais analfabetos e que nem sempre estão interessados em se esforçar para aprender coisas... Um problema muito grande é o grande consumo de bebidas alcoólicas e tabaco que, além de comprometer em média 20% dos rendimentos das famílias, contribui para o aumento da violência familiar... Também fui fazer umas pesquisas em um mercado para ver como funciona. Os mercados são itinerantes... cada dia é em um lugar diferente. Eles também têm diferentes tamanhos. Fui em um bem grande, talvez o segundo ou terceiro maior da região, vejam algumas fotos ao lado. Eles vendem de tudo: desde comida até utensílios de casa, bijuterias, papelaria, tabaco, etc... Aí as pessoas vêm de vilas perto do local do mercado para comprar e vender. É uma dinâmica muito diferente do que conhecemos no Brasil. Foi bem difícil a viagem pro mercado... 85km ida mais 85km volta... de moto numa estrada horrível, cheia de poeira, buracos e caminhões... o pior mesmo foi na volta que o farol da moto tava quebrado apontando para cima então não conseguíamos enchergar a estrada, quase 3 horas de viagem... vejam a foto ao lado, como chegamos limpinhos... Além disso tivemos algumas reuniões com o pessoal de campo lá e eu pude jogar um jogo que desenvolvi aqui baseado no banco imobiliário, mas com atividades familiares a realidade deles ao invés de propriedades e mais algumas adaptações... tomara que eles consigam usar lá... Acho que pode ser muito útil para um primeiro contato com fazer negócios, investimentos e tomar decisões... O que foi bom também é que eu fiquei com os caras que encabeçam essas iniciativas... aí todo dia a noite a gente ficava conversando bastante sobre essas coisas... sobre os desafio de fazer esse trabalho, sobre como influenciar políticas públicas para melhorar a condição do nosso público-alvo (coisa que eles não acreditam muito que podem fazer, mas eu acho que tem como), sobre os diferentes projetos e até mesmo sobre os problemas do dia-a-dia do trabalho e as questões relacionadas às pessoas... na foto tem o pessoal (não os chefes claro, eles não sujam a mão) empurrando o carro que pifou, hahaha... ah, eu tava ajudando viu, só parei pra tirar a foto... Uma coisa que me incomodou bastante é que o pessoal não tem tanto amor e apego pelo que faz... a maioria não está tão conectada com a causa e encara como se o trabalho fosse como qualquer trabalho comum... Definitivamente não acredito que quem trabalha com desenvolvimento possa fazer a diferença pensando assim... Então me fez pensar bastante em relação ao comprometimento que as pessoas precisam ter para trabalhar em ONG´s... não é só fazer sua parte e entregar o que te pedem, tem que ter mais, obrigatoriamente... os valores tem que estar conectado e a pessoa tem que estar no espírito de fazer aquilo, senão perde o sentido e vira apenas um trabalho mal pago. Mas ainda bem que não são todos assim e que alguns conseguem fazer a diferença, mas quem não tá no clima às vezes atrapalha mais do que ajuda... Cliquem na foto ao lado para aumentar e vocês podem ver uma reportagem sobre a cooperativa (chamada UJAS) e sobre a presidente da organização.

sábado, 20 de setembro de 2008

Na Vila

Finalmente passarei um tempo em uma vila... fica perto de Mandla, estado de Madhya Pradesh... Uns 1000km de Delhi... Ficarei lá por uns 10 dias... Quando voltar publico todas as novidades... Um abraço... desejem-me sorte... Pelo menos lá não tem ataque terrorista como em Delhi...

Pensamentos..

Uma coisa muito engraçada aqui e em qualquer lugar do mundo é a divisão da riqueza e da pobreza. Fico pensando nisso enquanto passeio porá vários lugares daqui... como os das fotos ao longo desse post... gostaria de compartilhar um pouco com vocês... Conheci muita gente boa trabalhando nas ONG´s daqui. Alguns muito bem capacitados... pessoas com mestrado, doutorado... anos e anos de experiência... trabalhando em projetos de inclusão social, de geração de renda, de proteção ao meio ambiente, de educação, etc... todos fazendo muita coisa para a comunidade... Aí a gente começa a pensar na condição de vida dessas pessoas... O pessoal trabalha bastante, com coisas super complexas, muitas restrições e muita força de vontade... Muito bom! Se não fosse o fato de que a maioria não tem condição de viajar nem na Índia, aí a gente começa a ver como são as coisas... A CEO da ONG aqui que eu trabalho ganha muito bem... mas com o salário dela ela não consegue passar duas noites num dos hotéis melhores da cidade... eu num estou falando de todo mundo não, é a CEO de uma ONG que tem relativamente bastante dinheiro, tem 6 escritórios na Índia e diversos projetos... então vocês imaginam... Agora, se você olhar as empresas, os salários já ficam bem melhores... num falo das grandes empresas não... se você fizer um “bico” de umas 4h numa balada ajeitada aqui servindo drinks você ganha a metade do que ganho aqui o mês inteiro! Qual é a diferença de valor no trabalho? É valor agregado do trabalho? Servir drinks por uma noite tem mais valor do que trabalhar o mês inteiro com desenvolvimento de microempresas com mulheres em vilas? Será que é o valor que a sociedade dá para as coisas? Vale mais uma moça que dança rebolando na TV do que uma que alivia a dor de milhares de crianças de rua? Vale mais um cara que joga futebol do que um que desenvolve condições dignas de vida para algumas vilas no Himalaia? Vale mais quem tem uma fazenda com milhares de cabeça de gado, ou centenas de alqueires de soja do que alguém que consegue manter milhares de alqueires de florestas preservados e com atividades sustentáveis com as comunidades locais? Vale mais que trabalha com logística para reduzir os custos de transporte de uma empresa do que quem trabalha com projetos de produção agrícola de forma sustentável? Vale mais quem trabalha para melhorar a própria vida do que quem trabalha para melhorar a vida de todos??? Isso realmente é algo que não entendo! Outra coisa... Se você trabalha muito, não tem tempo... Se não trabalha tanto, não tem dinheiro para fazer coisas legais... o que a gente faz então??

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sentindo um pouco a vida na Índia

Para esse post pensei em alguma coisa mais que pudesse fazer vocês se sentirem na Índia... ou que pelo menos desse uma pitadinha da vida aqui para vocês terem uma noção... Tentei filmar algumas coisas e não ficou tão legal quanto esses vídeos que eu achei no YouTube... Então dêem uma olhada... Primeiro vocês podem sentir como é ser uma vaga vagando pelas ruas da cidade... http://br.youtube.com/watch?v=XIxn25FKY9I&feature=related Depois eu convido vocês a atravessar uma rua movimentada... não se assustem, é bem assim que acontece aqui... http://www.youtube.com/watch?v=_-NjYMyTbOc&NR=1 Um abraço!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Como ganhar a vida na Índia

Como em todo lugar no mundo, a população da Índia tem suas maneiras de ganhar a vida. num país tão populoso e caótico não é de se estranhar que a maioria dos trabalhos seja informal e, ainda, em condições não muito agradáveis... Vamos começar por esse aí! Em alguns lugares ainda existe o Rickshaw puxado manualmente. A população e os turistas utilizam para percorrer curtas distâncias, é bem barato! O transporte é até rápido, o motorista chega a "galopar" as vezes, dependendo das condições do terreno. Tive que experimentar... A sensação é horrível, primeiro porque eu me senti muito mal com uma pessoa me puxando como se fosse um cavalo, segundo porque tive a impressão de que ia cair... Tomara que essa profissão seja extinta e que essas pessoas consigam um trabalho digno! Ao virar uma esquina você pode se deparar com um salão de beleza! Algumas pessoas que não marcaram horário esperam para ser atendidos... o ambiente é um pouco informal, bem arejado e iluminado (pelo menos durante o dia)... Quis experimetar também, mas pra falar a verdade fiquei com medo... vai saber, né... dia de chuva é day-off! Você pode se deliciar em um dos "Indian Traditional Street Fast Food". A comida é bem barata e de higiene duvidosa... mas para quem tem restrições monetárias essa se torna uma boa (senão única) opção... Eu não arrisquei esse também não... Todos os lugares são lotados de animais... e eles se alimentam em qualquer lugar! Esses carneirinho aí estão até privilegiados... Notem que o pastor está cuidando deles (agachado mais pra direita, atrás de um branquinho)... Dureza ficar esperando a turma comer hein... mas tem que cuidar senão vira picadinho no fast food... Voltando para as ruas, você pode encontrar em qualquer canto pessoas passando roupa... em geral homens! Eles passam roupa dos clientes e entregam em casa depois... por peça eles cobram 2 rúpias (menos de 15 centavos de real), uma pechincha! E não queimam a roupa (pelo menos ainda não queimaram nenhuma minha)... Eles ainda utilizam aqueles ferros de ferro mesmo, grandes e pesados, com carvão em brasa dentro! Só tinha visto isso no meio das coisas velhas da fazendo do meu avô e me disseram que fazia muuuito tempo que não usavam mais! Esses aí já não têm tanta sorte! Provavelmente são de uma das castas mais baixas... eles catam o lixo nas ruas, é muito pior que serviço de lixeiro porque eles têm que se enfiar no lixo e encher o caminhão usando só uma pá! Eles ficam todo sujos e a catinga é de matar! Coisa rara de se ver aqui é lixeira... então as coisas se acumulam nas ruas e alguém tem que tirar de lá... Se você tiver algum sapato, sandália, chinelo, bolsa ou guarda-chuvas para consertar você pode solicitar os serviços de um dos mestres sapateiros em suas oficinas de beira de calçada... Eles consertam de tudo, têm muitas "peças de reposição em estoque" e fazem o serviço just-in-time... Enquanto você espera o sapateiro consertar aquele seu sapato chulezento e com um buraco no dedão, aquele que você tem há anos e não abre mão, você pode tomar um suquinho feito na hora... Tem várias opções... o de Romã é muito bom!! Os sucos são feitos em uma espécie de multiprocessador que eles lava uma vez por dia só eu acho... mas também é melhor assim, porque se vocês visse a água que eles usam pra lavar, vixe! Bom, não pode preocupar demais não senão não aproveita... Opa! Carne? é dificil mas se encontra... vai saber há quanto tempo essa carne tá aí... mas parece bem fresca sim, é só espantar os mosquitos que dá pra ver... resolvi não comprar dessa vez (nem das outras), num is dar tempo de cozinhar mesmo... às vezes eu não sei se é pior comprar essas "coisas" e cozinhar ou arriscar em algum restaurante... Essas vendinhas também são encontradas em toda esquina... vendem balas, chicletes, cigarros, bujigangas, produtos de higiene pessoal, livros... as vezes também algumas bebidas (sem alcóol)... Opa, mais carne... agora é um peixinho... tava até com uma cara boa... o vendedor joga água nele a cada instante para manter aquele aspecto de fresco (vejam o balde na mão direita dele)... Você escolhe, ele pesa na balança manual e você vai embora com seu peixe! Nesse mercadinho, com várias barracas, o pessoal ganha a vida vendendo temperos, grãos e outros secos... Pois é... tem muito varejo na Índia! Estima-se que há um "estabelecimento" de varejo para cada 90 pessoas, contando com mais de um bilhão de pessoas, são pra lá de 120 milhões de "estabelecimentos"... a maioria informal! Olhá só... esse aí eu tenho certeza que está fresquinho! Eles vendem o frango vivo... você leva pra casa, mata e come... ou pode manter o estoque no quintal por uns dias também... Dá pra escolher até um que pia menos... Então, acabando nosso passeio pelas profissões urbanas mais comuns na Índia, podemos pegar carona nesse busão! Sabe aquelas coisas no painel? São deuses com flores de oferenda... e é bom rezar mesmo, porque os caras andam a mil por hora e as portas vão todas abertas... Dá medo, mas eu ainda não vi nenhuma batida de trânsito... mas atropelamento tem bastante! Eu mesmo quase fui atropelado algumas vezes olhando pro lado errado da rua... mas estou acostumando...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

De volta pra Delhi, passando por Kolkata!

Sexta-feira foi meu último dia de trabalho no escritório em Ranchi, agora estou de volta em Delhi e na próxima semana devo ir pra Jaipur. Fiz uma apresentação do trabalho na quinta e o pessoal ficou muito satisfeito. Que bom, porque me esforcei bastante. Aí na sexta só fiz uns ajustes.

Ah, eu num tinha falado ainda, domingo passado saímos todo mundo do escritório para jantar. Foi bem legal... o pessoal ficou pedindo feedbacks do trabalho deles, o que eu achava que eles podiam melhorar... pediram também feedbacks individuais e tal. Senti que eles têm muita confiança em mim! E eu não passei a mão na cabeça não... falei o que achava mesmo! Eles também me deram alguns feedbacks, mais positivos... mas eu prefiro os negativos!

Bom, voltando, último dia, um monte de despedidas, ganhei uma camisa muito chique de presente do pessoal do escritório e um cd de música bengoli instrumental do cara que morava comigo. Que bom, sinal que eles gostaram de mim e do meu trabalho. Sai de lá com a sensação de dever cumprido e com a certeza de que fiz bons amigos também...

Na Foto ao lado está o pessoal do escritório em Ranchi, saímos pra jantar num domingo desses...

Na sexta mesmo parti para Kolkata, antiga Calcutá! A viagem foi incrivelmente uma merda, me desculpem o palavrão! Tinha uns caras que num paravam de gritar, criança chorando, tinha um cara bem perto de mim fedendo demais e além do mais a luz tava meio doida e ficava piscando. Humm, eu tava numa dor de cabeça... Pelamordedeus...

Sobrevivi! Cheguei a Kolkata as 7h da manhã... O “hotel” que eu ia ficar era um albergue da cruz vermelha... eu ia pagar Rs. 60 (R$2,50)... Mas chegando lá, tinha um aviso na porta: blábláblá... fechado por falta de condições na estrutura do prédio... blábláblá... Não sei se achei bom ou se achei ruim... Depois comecei a procurar hotel... ou era muito caro ou era muito ruim... achei um mais ou menos por Rs. 300 (Rs.12)... lembra um hotelzinho picareta que eu e a Beth ficamos em Ubachuva uma vez, depois da viagem da Estrada Real...

Detalhes a parte, fui conhecer a cidade... acabei me ferrando um pouco porque decidi ir para os lugares longes primeiro e perdi o dia quase inteiro... o dia aqui é um pouco curto pois as lojas e locais turísticos começam a abrir lá pras 9:30 – 10h da manhã... Quase achei que era uma cidade fantasma, andando pelas ruas que supostamente era as mais movimentadas as 8:30h da manhã. Mais tarde vi que não era bem assim, e quase fui atropelado por um taxi em alta velocidade...

Acabou que no domingo consegui visitar alguns dos lugares mais importante de Kolkata, como o Victoria Memorial e o Indian Museum. A cidade é muito legal e bonita, pelo menos comparando com as outras cidades da India que eu conheci. Se mistura o passado colonial, as igrejas católicas, a pobreza e a riqueza. A cidade oferece várias lojas internacionais, bons restaurantes e livrarias... mas quando você sai na rua é logo assediado pelos esmoleiros e pela sujeita onipresente nas ruas do país... há ainda curiosas formas de ganhar dinheiro aqui...

Vou colocar mais essas fotos de lugares legais... Mas depois vou colocar também duas sequências de fotos: “Profissões de Rua” e “(sem palavras)”, vocês vão entender...